Semana foi de mobilização contra exploração de crianças e adolescentes

Assistência Social 18.05 13h15 - “Quem fica calado, também é culpado!” foi o tema trabalhado no município de Itá

Diariamente, centenas de meninas e meninos são abusados ou explorados sexualmente. No último ano, o Disque100 registrou mais de 17 mil denúncias, porém, os números ainda não expressam a realidade, já que muitos casos não são comunicados.

Para chamar a atenção sobre o problema, no Brasil inteiro a semana foi de mobilização em torno do Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, lembrado nesta quinta-feira, dia 18 de maio. Em Itá, várias atividades também foram realizadas com o tema: Quem fica calado também é culpado!

Organizadas pelo CRAS, Conselho Tutelar Secretaria de Assistência Social, Secretaria da Saúde, Secretaria da Educação, Ministério Público e Poder Judiciário, a data foi lembrada com colocação de faixas sobre o tema em pontos da cidade, debate na rádio local, trabalhos em sala de aula e uma ampla divulgação.

“Na quarta-feira, alunos do município decoraram uma parede, na sede do Conselho Tutelar, deixando a marca das mãos simbolizando um pedido de proteção”, explica a coordenadora do CRAS de Itá, Rosângela Colpani do Amaral. Já o “Dia de Mobilização”, que estava marcado para a quinta-feira, 18, na Praça Central, com brinquedos infláveis e com uma programação voltada às crianças, foi cancelado devido o mau tempo e uma nova data será agendada.

O Secretario de Assistência Social de Itá, Andriano Stadtlober observa que é muito importante denunciar casos de abuso e exploração. “O Disque100 é uma ferramenta disponível para receber as denuncias, que são feitas anonimamente. Com o conhecimento dos casos, as autoridades competentes têm a condição de desenvolver todo um trabalho para proteger essas crianças e adolescentes violentados”, enfatiza ele.

 

Sobre a data:

18 de maio é Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A data foi criada depois que um crime bárbaro chocou o Brasil, em 1973. Com apenas oito anos de idade, Araceli Cabrera Sanches foi sequestrada em 18 de maio daquele ano por jovens. A menina foi drogada, espancada, estuprada e morta. O caso foi tomando espaço na mídia. Mesmo com o trágico aparecimento de seu corpo, desfigurado por ácido, em uma movimentada rua da cidade de Vitória (ES), poucos foram capazes de denunciar o acontecido. O silêncio da sociedade acabaria por decretar a impunidade dos criminosos.